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A música por uma visão neurocientífica
👂 A percepção do #som envolve uma série de estruturas cerebrais, tais como:
• Córtex pré-frontal
• Córtex pré-motor
• Córtex motor
• Córtex somatosensorial
• Lobos temporais
• Córtex parietal
• Córtex occipital
• Cerebelo
• Áreas do sistema límbico, incluindo a amígdala e o tálamo.
👉 A integração de áreas corticais do #cérebro com o sistema límbico (responsável pelas emoções) faz com que o processamento musical seja influenciado pela #emoção.
A #música tem um papel evolutivo e fundamental para a raça humana, tendo surgido antes mesmo da linguagem e da agricultura.
✅ Várias regiões do cérebro são estimuladas por meio da música, sendo, portanto, um fator que contribui para a #neuroplasticidade cerebral.
Neuroplasticidade é a capacidade do cérebro de moldar e ativar regiões de acordo com os estímulos recebidos. Para isso, técnicas de ressonância magnética estrutural e funcional (MRI e fMRI) são utilizadas para estudar os efeitos da música no sistema nervoso em humanos.
🎧Podemos dizer que a música evoca emoções, pois recruta estruturas do sistema límbico (hipocampo e amígdala) e do sistema paralímbico (córtex orbitofrontal e giro parahipocampal), o que favorece a vivência emocional do processo musical. Essas regiões estão correlacionadas ao sistema de recompensa (via dopaminérgica) e à #memória.
Estudos indicam que há diferenças estruturais entre cérebros de músicos e não músicos. Entre as diferenças apontadas estão maior volume do #córtex auditivo, maior concentração de massa cinzenta no córtex motor, maior corpo caloso anterior. Estudos envolvendo neuroplasticidade indicam correlação entre tempo de estudo musical e essas diferenças estruturais.
🎼 Do ponto de vista evolutivo, a música pode ter tido papel importante na comunicação de emoções entre os primeiros humanos. A partir do rebaixamento da laringe, trazido pelo advento do #bipedalismo, nossos ancestrais puderam produzir uma gama maior de sons, explorando melhor características sonoras
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