Demissão: Como o cérebro reage

O diretor-presidente da Better.com, Vishal Garg, demitiu cerca de 9% de sua força de trabalho durante um webinar pelo Zoom no início de dezembro/2021.

“Se você está nesta teleconferência, você faz parte do grupo azarado que está sendo demitido”, disse Garg na teleconferência

Depois do impacto em todo mundo a respeito da forma como as pessoas foram demitidas, em uma carta de 7 de dezembro endereçada à equipe da empresa, Garg se desculpou pela maneira como lidou com as dispensas, tornando “uma situação difícil ainda pior”.

“Não demonstrei o devido respeito e apreço pelos indivíduos que foram afetados e por suas contribuições para a Better”, diz a carta aos funcionários desligados. “Sou responsável pela decisão de fazer as demissões, mas ao comunicá-la errei a execução. Ao fazer isso, eu te envergonhei”.

O mercado de trabalho parece que está ficando cada vez mais desafiador para nossos cérebros. Trabalhadores exaustos, muitos sofrendo de #burnout, estão pensando em deixar seus empregos nos próximos seis meses.

 

MOMENTO DA DEMISSÃO

O seu #cérebro interpreta a situação como uma ameaça, e o corpo responde – ativa seus mecanismos de defesa, presentes em qualquer mamífero.

Ainda que a conversa seja só uma ameaça simbólica (já que o chefe não vai lhe atacar, fisicamente), o corpo prepara você para uma briga.  

Começa com o coração, acelerando os batimentos e enviando mais sangue para os músculos, pra garantir agilidade. Dois #hormônios são liberados para manter a sua vigilância: adrenalina e cortisol, este último conhecido como o hormônio do #estresse.  

Ganhamos até proteção extra contra um possível ataque – as células do sistema imunológico se concentram na superfície do corpo.

De acordo com a pesquisa da Universidade de East Anglia, os indicadores de saúde mental e satisfação com a própria vida após uma separação só normaliza após 4 anos. Já no caso de #demissão esses índices, mesmo após estes 4 anos, podem continuar caindo.

 

E você está feliz no seu trabalho?


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *