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Entre a emoção e o sentimento: o marketing
Há uma distinção entre emoções e sentimentos?
Para o neurocientista português, António Damásio, na linguagem corrente os dois termos são considerados sinônimos, o que mostra a estreita conexão que os une.
Mas, a emoção é um conjunto complexo de reações corporais a certos estímulos que geram alterações automáticas no corpo. Quando temos medo, o ritmo cardíaco se acelera, a boca seca, a pele empalidece e os músculos se contraem.
Sentimento é o significado que o cérebro dá para a experiência fisiológica que a emoção gerou. Sentimentos duram muito mais tempo que as emoções e sua causa pode ser dificilmente encontrada (trauma, por exemplo).
Um dos princípios básicos de marketing tem sido de que as pessoas não estão atrás simplesmente de bens ou serviços e sim dos benefícios que podem obter dos mesmos.
O marketing de experiência centra-se em criar experiências agradáveis não só no instante da compra, mas também no momento do consumo e do pós-consumo, recorrendo à criação de emoções, sentimentos e pensamentos buscando a interação do cliente com o bem ou o serviço. Não tem como foco apenas a compra e sim um foco na emoção.
Um dos principais objetivos do marketing experiencial é criar buzz e conversas sobre um produto, impulsionando uma comunicação “boca-a-boca”.
Os clientes querem ser entretidos, estimulados, emocionalmente afetados e criativamente desafiados.
No momento da compra, temos uma dificuldade em tomar decisões racionais. A razão, por si só, não sabe quando começar ou parar de avaliar custos e benefícios para uma tomada de decisão. São as referências das nossas emoções que seleciona, enfim, as opções.
Nosso raciocínio é feito de sequências ordenadas de imagens. Esses dados são expressão das emoções (o sistema límbico) e áreas do córtex cerebral
ligadas à tomada de decisões (ex. córtex frontal).
Para marcas e para pessoas:
As emoções ocorrem no teatro do corpo.
Os sentimentos ocorrem no teatro da mente.
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