Crianças, tecnologia e consumo: 4 estágios do comportamento no período da infância

As crianças nascem com o neocórtex ainda em formação. Essa área do cérebro é responsável pela reflexão, pensamento e solução de problemas, e ocasionalmente pode entrar em “curto circuito” enquanto se desenvolve, o que ocasiona explosões de #agressividade, choro e raiva.

O #neocórtex corresponde a 85% do cérebro, e é responsável por capacidades como planejamento, imaginação e pensamento analítico. é a última parte a se desenvolver e que está em constante construção durante os primeiros anos de vida.

 

Pequenos decisores

A influência das #crianças normalmente ocorre quando elas são as próprias usuárias e quando possuem mais informações do que os pais sobre determinados produtos.

Mesmo quando os filhos não dominam o processo de decisão, eles têm o potencial de formar alianças com o pai ou com a mãe para produzir uma decisão ‘majoritária’.

O cérebro não é um órgão “estável”. Suas características ‘finais’ dependem da nossa experiência.

Hoje em dia, a experimentação do mundo pelas crianças se dá, em grande parte, pelas telas.

Segundo o neurocientista francês #MichelDesmurget, diretor de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde da França,  o uso excessivo de telas por parte das crianças causa impactos que levam a uma queda significativa no desempenho acadêmico, além de:

• Diminuição da qualidade e quantidade das interações intrafamiliares, essenciais para o desenvolvimento da linguagem e do emocional

• Diminuição do tempo dedicado a outras atividades mais enriquecedoras (lição de casa, música, arte, leitura, etc.);

• Perturbação do sono;

• #Superestimulação da atenção, levando a distúrbios de concentração, aprendizagem e #impulsividade;

• Subestimulação intelectual, que impede o cérebro de desenvolver todo o seu potencial;

• Sedentarismo excessivo que, além do desenvolvimento corporal, influencia a maturação cerebral.

Estariam as crianças capacitadas a tomar decisões de consumo?

 
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