Medo de crescer. Um cérebro adolescente em um corpo de adulto.

O cérebro de uma criança tem um desenvolvimento muito grande na primeira infância.

Na fase da adolescência, o que impera ainda são os conteúdos processados no sistema límbico, que fica na porção medial do cérebro, e é importante para a memória e atua na produção de emoções, impulsos, comportamento instintivo e até agressividade.

Do ponto de vista psicológico, ser adulto é ter maturidade emocional e intelectual, apresentando adequada integração social ao pensar e atuar de maneira equilibrada e sensata.

Até pouco tempo atrás a adolescência consistia no período entre 11 e 19 anos de idade. Porém, atualmente já se fala do alongamento desse período para 24 e 26 anos de idade.

Porém, existe um processo psicológico pelo qual alguns adultos passam chamado de adolescência tardia.

Em matéria publicada na plataforma de saúde Televita, são adultos que não conseguem encarar responsabilidades, obrigações e papéis que devem cumprir quando chegam a uma certa idade. A rebeldia e o desprezo por regras e normas sociais são marcas registradas dessas pessoas.

Esse indivíduo não desenvolve a maturidade emocional, o que influencia sua capacidade de tomar decisões, cuidar da própria vida, refletir e reagir de forma emocionalmente inteligente aos estímulos externos, sem perder o equilíbrio interno.

Frank Furedi, da Universidade de Kent, destacou: “se esses jovens infantilizados não forem estimulados a tomar as próprias decisões, eles terão dificuldades para formar e lidar com as relações adultas, sejam amorosas ou profissionais.”

Essa ‘dependência passiva’ está relacionada à forma como os pais criam os filhos atualmente: buscando protegê-los de tudo e interferindo demais na vida deles, o que os impede de viver experiências da vida real. “Tratamos estudantes de universidade da mesma maneira que tratávamos alunos de escola, e é esse tipo de efeito cumulativo de infantilização que eu acho ser o responsável por isso”, concluiu.  


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