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O caso de Victor Leborgne
Aos 20 anos, Louis Victor Leborgne, um jovem #epiléptico, perdeu a capacidade de falar ( #afasia ) após uma de suas crises. Ele nunca seria capaz de pronunciar outra coisa e se comunicava inteiramente com a palavra “Tan”, usando-a com diferentes inflexões de voz e com gestos com as mãos quando apropriado. Por causa de seu jeito de falar, ele ficou conhecido como “Paciente Tan”. No entanto, nem suas aptidões intelectuais nem sua compreensão parecem ter sido afetadas.
Não há registros de que ele tenha autorizado essa doação para a ciência, e a verdade é que lhe devemos muito. Seus sofrimentos iluminaram o caminho para a medicina.
Hoje, acredita-se que isso era uma lembrança das oficinas de curtume, que em francês eram chamadas moulin à tan.
Paul Broca, cirurgião e #antropólogo, que conheceu Leborgne poucos dias antes de sua morte, estudou seu cérebro. Ele observa uma destruição de parte do lobo frontal, segundo ele responsável pela afasia. O #médico havia conseguido identificar com exatidão a região do cérebro da qual a #linguagem dependia. Desde então, essa área é conhecida como a área de Broca.

#PaulBroca #VictorLeborgne
Fontes: Rev. Psicopedagogia 2010; 27(82): 117-26, jornal Le Figaro e site Neuro Colab
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