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O caso de Victor Leborgne

O #cérebro de Victor Leborgne é provavelmente o mais estudado da história da neurociência. Atualmente, está preservado no Museu Dupuytren de #Anatomia Patológica de Paris e foi examinado milhares de vezes. No entanto, até alguns anos atrás, pouco se sabia sobre esse homem a quem devemos importantes descobertas científicas.

Aos 20 anos, Louis Victor Leborgne, um jovem #epiléptico, perdeu a capacidade de falar ( #afasia ) após uma de suas crises. Ele nunca seria capaz de pronunciar outra coisa e se comunicava inteiramente com a palavra “Tan”, usando-a com diferentes inflexões de voz e com gestos com as mãos quando apropriado. Por causa de seu jeito de falar, ele ficou conhecido como “Paciente Tan”. No entanto, nem suas aptidões intelectuais nem sua compreensão parecem ter sido afetadas.

Não há registros de que ele tenha autorizado essa doação para a ciência, e a verdade é que lhe devemos muito. Seus sofrimentos iluminaram o caminho para a medicina.

Hoje, acredita-se que isso era uma lembrança das oficinas de curtume, que em francês eram chamadas moulin à tan.

Paul Broca, cirurgião e #antropólogo, que conheceu Leborgne poucos dias antes de sua morte, estudou seu cérebro. Ele observa uma destruição de parte do lobo frontal, segundo ele responsável pela afasia. O #médico havia conseguido identificar com exatidão a região do cérebro da qual a #linguagem dependia. Desde então, essa área é conhecida como a área de Broca.

👉 Num estudo realizado em 2007, um grupo de investigadores analisaram os #cérebros de dois pacientes de Broca, com #ressonância magnética e encontraram evidência de que existiam zonas lesadas além das reportadas por #Broca. Estas evidências sugerem, portanto, que várias zonas contribuíram para a uma afasia expressiva extrema, como se observa em Victor Leborgne.

#PaulBroca #VictorLeborgne

Fontes: Rev. Psicopedagogia 2010; 27(82): 117-26, jornal Le Figaro e site Neuro Colab

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