Por dentro do cérebro procrastinador

A #procrastinação é aquele comportamento clássico que adotamos quando temos uma tarefa árdua (normalmente pouco prazerosa e interessante) para executar, mas ao invés de resolver logo a questão, vamos empurrando até que não seja mais possível adiar.

Uma pesquisa recente realizada com mais de 260 pessoas, homens e mulheres, a partir da ressonância magnética funcional, mostrou um possível papel da #Amígdala, região do cérebro com participação fundamental no processamento das emoções.

Esta região mostrou-se maior naqueles participantes considerados procrastinadores. Nesses mesmos indivíduos, também foi observada uma menor conexão entre a Amígdala e a parte dorsal do #córtex cingulado anterior (dACC), região cerebral importante para a análise e seleção dos comportamentos que serão executados.

Essas áreas estão associadas à nossa capacidade de #autocontrole, de maneira que conexões mais fracas entre essas regiões podem diminuir nossa habilidade de filtrar emoções e estímulos distratores (internos ou externos), resultando em uma baixa eficiência na regulação do nosso comportamento.

O #cérebro possui a capacidade de se modificar, criando novas conexões a partir das experiências. A chamada #neuroplasticidade permite que comportamentos e hábitos indesejados possam ser modificados, com algum tempo e dedicação.

Uma pesquisa de 1997 investigou o lado ruim de adiar tarefas. Dianne Tice e Roy Baumeister, na época pesquisadores da Universidade Case Western, dos EUA, avaliaram as condições de saúde e o estresse de #universitários durante seis meses. Nas medições feitas no decorrer do semestre, os procrastinadores pareciam ser os mais felizes e tranquilos – claro, enquanto os outros sofriam diante de telas em branco, eles estavam curtindo a vida.

No final, porém, a escala se invertia: os procrastinadores terminavam o período cheios de culpa e #ansiedade. E não era apenas uma questão de percepção subjetiva. Eles também travam notas piores que os demais colegas. 

 

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