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Os efeitos da superproteção no cérebro das crianças

Segundo os pesquisadores, essa parte do cortex é desenvolvida justamente na infância e anomalias nessa parte do cérebro são comuns em pessoas com esquizofrenia e outras desordens mentais.
A explicação encontrada pelos pesquisadores para o resultado do estudo é bem simples: as situações de negligência e superproteção expõem a criança de forma excessiva ao hormônio cortisol (do estresse) e inibem a fabricação da dopamina (o hormônio da felicidade), o que prejudica diretamente o desenvolvimento cerebral.
Pais superprotetores são aqueles que estão controlando continuamente o seu filho, que lhe diz como deve brincar, como guardar suas coisas, como agir, entre outras determinações. Diante desse comportamento, as crianças reagem de maneira diferente.
– Algumas se tornam desafiadoras com relação aos pais;
– Outros simplesmente apáticos ou se mostram muito frustrados.
Devemos trabalhar para tornar a vida mais segura, removendo do ambiente perigos físicos como pedófilos e motoristas bêbados. E, claro, devemos ensinar as crianças a tratarem umas às outras com respeito e bondade. Mas também precisamos deixá-las livres para explorarem suas estradas sem nós.
Em períodos breves de exposição a níveis normais de stress são inofencíveis. Brincadeiras livres em que as crianças desenvolvem suas próprias regras de interação, assumem pequenos riscos e aprendem a controlar pequenos riscos são aspectos cruciais para o desenvolvimento das capacidades sociais, e até físicas, de um adulto. Privá-las de brincar livremente prejudica seu amadurecimento sócio emocional.
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